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A LITOSFERA DE VERÔNICA EINLOFT

A artista Verônica Einloft se inspirou na escola Neoconcreta e na litosfera, camada sólida mais externa de um planeta rochoso, para produzir as 21 obras – 9 quadros e 12 esculturas. Criados parcialmente de forma digital, com representação física, que vai além da escolha de proporções e materiais, são usados muitas vezes em seu estado bruto – e compõem sua primeira instalação Pedra Sendo, que terá parte do acervo  aberto ao público a partir de 26 de março, na Casa Conceito.

Na ambientação lúdica desenvolvida pelo escritório boutique TEJ Interiores, o visitante será estimulado a todo momento interagir com as peças através da realidade virtual e do lightmapping. O sensorial é convidado mais uma vez a despertar quando olhar, tato e audição encontram o caminho composto por chapas geométricas de metal.

Para transpor o desafio do universo de respostas fáceis da realidade analógica e tátil, Verônica criou esculturas colossais, cores inimagináveis, horizontes infinitos e proporções que desafiam a natureza, com o objetivo de despertar o sensível e o humano naquilo que se toca.  “O meu processo é sobre o material, a desconstrução, a quebra dos limites. A compreensão de que todos os espaços são vivos, pois neles acontecem os nossos encontros, comenta Verônica.

Ávida por cultura e com imenso desejo de compartilhar suas criações, a artista abre as portas do seu studio, no Brooklin, para parte do acervo que terá sua exibição por tempo indeterminado. A casa, é um espaço que abrigará não somente as obras de Verônica, mas também, dos novos nomes do cenário artístico nacional. Com estilo urbano industrial, o conceito e o décor do coletivo de ideias tem a assinatura do escritório boutique TEJ Interiores.

“As obras apresentadas em Pedra sendo​ ​são portais de acesso que nos levam para outras dimensões de tempo e espaço. Aqui não há a pedra sem bit, e não há o sentir sem a textura. Ao contrário da própria natureza, neste universo, pedras existem no gerúndio, na transformação”, finaliza a artista.

Sobre Verônica Einloft

A paulistana Verônica Einloft bebe de todas as fontes que a fazem sentir. Mobiliário rococó, arquitetura modernista, a biomimética da engenharia, o art deco e sua implacável geometria: suas inspirações são vastas e ocupam um imaginário em constante expansão. Formada em Design de Interiores pela Universidade de Artes de Londres e pela Escola Panamericana de Artes, em São Paulo, Verônica não parou de estudar desde que abandonou sua carreira de advogada e decidiu ouvir o seu propósito artístico.

História da arte, marcenaria, tapeçaria, visualização arquitetônica, estampas, texturas e revestimentos. Construiu seu repertório com base na sua paixão pelo processo, pela matéria e pelo objeto. Uma espécie de sincretismo criativo que começa, antes de nada, na própria natureza. De sua formação como designer de ambientes 3D, consolidou um olhar espacial apurado e o encanto pela criação digital. De sua experiência como designer de interiores, trouxe o desejo de fazer a beleza ressoar no corpo. Suas obras são singulares e carregam consigo a impecabilidade e o imaginário da criação digital, aliadas à imperfeição e imprevisibilidade dos materiais com os quais decide trabalhar. Pedra sendo​ é sua primeira exposição. Um convite a um mergulho no universo lúdico onde a pedra e o bit desempenham a mesma função: ocupar espaços com proporções inventadas para nos (re)apresentar o desconhecido.

 

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